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Governo promove diálogo sobre bem-estar emocional e psicológico para colaboradores do Hospital Dr. Carlos Macieira

O Governo do Estado realizou, nesta quinta-feira (15), um diálogo sobre bem-estar emocional e psicológico voltado a colaboradores de diversos setores do Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), equipamento de alta complexidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES).
A programação aconteceu no auditório da unidade, com foco em segurança e autocuidado.
Presente na agenda, o diretor-geral do HCM, Edilson Medeiros, afirmou que o Janeiro Branco é um ato contínuo de amor e altruísmo. “É importante que existam espaços onde cada um possa falar o que sente e, nesse compartilhar de emoções, encontrar também apoio de profissionais. Fortalecer a saúde mental é reconhecer o valor do cuidado consigo para que, por meio das capacidades emocionais, possamos exercer, com equilíbrio, também as nossas atividades profissionais”, disse.
Para o ano de 2026, a Campanha Janeiro Branco busca trabalhar o tema “De Janeiro a Janeiro: por um Maranhão de afetos – Saúde Mental em Movimento”. O objetivo é fortalecer a cultura do diálogo sobre o adoecimento mental como estratégia de prevenção e de combate a preconceitos.
A estudante de Psicologia e também integrante da equipe da Organização de Procura de Órgãos (OPO) do HCM, Ana Caroline Barros Ferreira, comentou ser fundamental falar sobre saúde mental dentro do hospital. “Eu trabalho na organização de procura de órgãos, então a gente está lidando com vida e com morte ao mesmo tempo. Para nós, é muito delicada toda essa situação que envolve vida e morte, pois exige que estejamos preparados para dar suporte à família. Já houve casos em que o próprio enfermeiro da OPO teve que acolher. Tenho certeza de que isso aqui vai contribuir muito para o nosso crescimento profissional e pessoal”.
Palestrando sobre “Saúde mental do trabalhador da saúde”, o médico e residente em Psiquiatria do Hospital Nina Rodrigues (HNR), Rogério Logrado, comentou que a existência humana e a saúde mental são temas constantemente colocados à prova, ainda mais no ambiente hospitalar.
“Dentro de um hospital, você está lidando com os extremos da vida, com pessoas que estão no processo de nascimento e desenvolvimento, mas também no final da sua vida, passando por situações de crise muito graves. Durante esse período, o trabalhador empatiza com essas pessoas, e isso cria uma carga importante, que chamamos de trauma vicário. Esse trauma, ou essa carga da compaixão, precisa ser conversada, pois esse profissional também pode adoecer e sofrer, daí a necessidade de reconhecer esse sofrimento e de se ter um espaço de partilha das experiências e vivências”, descreveu Rogério.
Para acolher os profissionais em situações de sobrecarga emocional e psicológica, o HCM implantou um ambulatório próprio voltado às demandas de saúde mental.
O espaço funciona de segunda a sexta-feira e conta com equipe formada por psicólogo, terapeuta ocupacional, nutricionista, clínico geral e enfermeiros. A proposta é cuidar de quem cuida e atuar de forma preventiva, evitando o agravamento do adoecimento dos colaboradores.
A técnica de enfermagem Josélia Corrêa Ferreira também participou do momento de diálogo. “Graças a Deus, nós temos uma equipe muito boa de psicólogos, que nos dão apoio sempre que precisamos. Além de cuidar de mim aqui dentro, eu busco priorizar os momentos com a família e de lazer como forma de buscar bem-estar”, compartilhou.
O Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM) possui duas certificações da Organização Nacional de Acreditação (ONA) e, neste ano de 2026, está em busca da terceira.
A unidade é referência estadual em alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS), tendo também recebido liberação do Ministério da Saúde (MS) para ser uma unidade transplantadora de órgãos e tecidos, além de possuir certificados como “UTI Eficiente”, “Selo de Segurança do Paciente” e protocolos padronizados que reduzem riscos e agravos.