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Governo reforça cuidado com a saúde mental materna no Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, promoveu no Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos, ações terapêuticas no setor de Neonatologia, no sentido de fortalecer o cuidado humanizado às mães de recém-nascidos internados na unidade.
Maio é o mês em que é realizada a campanha Maio furta-cor, um movimento nacional dedicado à conscientização sobre a saúde mental materna. A iniciativa busca dar visibilidade às emoções, desafios e necessidades das mulheres no período da gestação e do puerpério, fortalecendo ações de cuidado humanizado nas unidades da rede estadual.
Com apoio da equipe de residentes do hospital, foram promovidas oficinas terapêuticas para as mães acompanhadas nas unidades de terapia intensiva neonatal, cuidado intermediário e unidade canguru. Na ocasião, as mães fizeram atividades manuais, como porta retrato e flores artesanais.
A iniciativa realizada no hospital buscou oferecer acolhimento emocional e suporte psicológico às mulheres que enfrentam o período de internação dos filhos, marcado, muitas vezes, por ansiedade, insegurança e fragilidade emocional. Os grupos terapêuticos são realizados mensalmente com o objetivo de ampliar o cuidado humanizado dentro da unidade hospitalar. Os encontros também incentivam o fortalecimento do vínculo entre mães e bebês, criando um espaço de escuta, troca de experiências e expressão de sentimentos.
“Esses momentos funcionam como um espaço de acolhimento para mães que vivenciam situações delicadas durante a internação do recém-nascido. Trabalhamos o cuidado emocional e o fortalecimento da rede de apoio, contribuindo também para a saúde mental materna”, destacou a psicóloga e preceptora da Residência Multiprofissional em Neonatologia, Poliana Braga.
“Ter essa atividade voltada para nós é muito importante, pois não é fácil ver como nosso filho está, então esse momento agrega muito para nosso bem-estar”, detalhou Isabela Coelho da Silva, que está com sua filha há um mês internada na unidade.
Lídia Sobral, mãe da pequena Ana com 20 de dias de vida, conta que os dias em ambiência hospitalar são cheios de angústias e medo.
“Para mim estar aqui tem sido muito difícil, pois nos planejamos durante toda a gestação e não imaginamos que iria passar por alguma intercorrência ou algum problema de saúde. Então esse momento se torna um momento especial, de acolhida, me sentindo amada por terem proporcionado a nós esse momento”, completou.