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Maranhão reúne especialistas para demonstrar tecnologias de ponta no tratamento da próstata no HCM

O Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), unidade referência em alta complexidade do Governo do Estado, promoveu, nesta quarta-feira (3), um curso para procedimentos cirúrgicos demonstrativos voltados ao tratamento moderno da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), uma condição na qual a próstata aumenta conforme os homens vão envelhecendo. O curso foi destinado a médicos urologistas e residentes em urologia.
A HPB, condição que afeta milhões de homens, conta com tratamentos cada vez mais modernos e menos invasivos. A programação faz parte do XVI Congresso Norte-Nordeste de Urologia, que acontece de 3 a 5 de junho, no Hotel Luzeiros, em São Luís. Neste ano, o evento destaca o Módulo Próstata e reúne especialistas convidados, urologistas e residentes em uma ampla agenda de atualização científica.
De acordo com o coordenador médico do setor de Urologia do HCM, Amarildo Nobre, a proposta é demonstrar as tecnologias e os resultados que elas oferecem. “Vamos realizar quatro procedimentos cirúrgicos, com destaque para a HoLEP, uma das técnicas mais modernas para o tratamento da hiperplasia prostática benigna. Entre os benefícios estão a possibilidade de retirada da sonda já no primeiro dia e uma recuperação mais rápida, permitindo alta hospitalar precoce, contribuindo para a qualificação dos profissionais e para uma assistência cada vez melhor aos pacientes”, afirmou.
O curso reuniu 10 participantes. Além das atividades teóricas, os alunos acompanharam, no centro cirúrgico do HCM, a realização prática dos procedimentos apresentados durante a programação, conduzidas pelo professor e médico urologista da Universidade Federal do Ceará (UFC), Leocácio Barroso, e o professor associado da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UFRJ), Pedro Gabrich.
A técnica HoLEP é considerada padrão-ouro para próstatas volumosas. A GreenLight Laser proporciona recuperação mais rápida e menor sangramento. Já a Rezum consiste em ser uma terapia minimamente invasiva à base de vapor d’água, enquanto que a RTU Bipolar surge como uma evolução da ressecção prostática tradicional, que alia maior segurança, melhor controle do sangramento e redução de riscos durante o procedimento.
“É louvável essa iniciativa do hospital. São tecnologias novas, que fazem a diferença do ponto de vista até de custos, sendo também importantes para o serviço de residência médica daqui que vai formar profissionais capacitados, tudo em benefício da população”, disse o professor e médico urologista da Universidade Federal do Ceará (UFC), Leocácio Barroso.
Entre os principais benefícios dessas técnicas estão a recuperação mais rápida dos pacientes, a redução do tempo de internação e do uso de cateteres, além do menor risco de infecção hospitalar e de necessidade de novos procedimentos. Os resultados também contribuem para maior rotatividade dos leitos cirúrgicos e de internação.
O médico José Nunes está no terceiro ano da Residência Médica em Urologia no HCM e disse que tanto o congresso como o curso vieram para somar. “A HoLEP é algo que nos países de primeiro mundo já é rotina, no Sul e Sudeste do Brasil também e que está chegando no Norte e Nordeste. O Maranhão está levando o melhor para os nossos pacientes, pois com essa técnica nós conseguimos uma boa resposta para o paciente a curto prazo, e para nós, os profissionais, é aprendizado com segurança”, destacou.
Hospital Dr. Carlos Macieira
O Hospital Dr. Carlos Macieira é referência em procedimentos de alta complexidade e formação médica especializada. Atualmente, a unidade realiza cerca de 120 cirurgias urológicas por mês. A unidade possui certificação Nível 3 — Acreditado com Excelência, concedido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), classificando-o como o primeiro hospital público do Maranhão, e o nono da região Nordeste, a alcançar o mais alto nível de acreditação em saúde no país.
Além do reconhecimento, a unidade que integra a Rede de Alta Complexidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), também recebeu liberação do Ministério da Saúde (MS) para ser uma unidade transplantadora de órgãos e tecidos, bem como de possuir certificados como “UTI Eficiente”, “Selo de Segurança do Paciente” e protocolos padronizados que reduzem riscos e agravos.