Notícias
Governo realiza oficina de planejamento e monitoramento das ações de hanseníase

Para fortalecer o trabalho das equipes regionais e municipais no combate à hanseníase, o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e em parceria com o Ministério da Saúde (MS), está realizando uma oficina de planejamento e monitoramento de ações voltadas à doença. O encontro teve início na terça-feira (28) e segue até quinta-feira (30), em São Luís.
A gerente de Epidemiologia e Controle de Doenças da SES, Dalila Vasconcelos, destacou que, durante os três dias, serão discutidas novas estratégias de enfrentamento à hanseníase. “Sabemos que ainda existe uma grande subnotificação de casos e precisamos fortalecer a busca ativa, tratar os pacientes e interromper a cadeia de transmissão”, pontuou.
A hanseníase é uma doença infecciosa, crônica e contagiosa, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. A doença tem cura, e o tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A representante da Vigilância em Hanseníase do Ministério da Saúde, Janaína de Sousa, ressaltou que a busca ativa é fundamental para a eliminação da doença e que agentes comunitários de saúde e enfermeiros da atenção primária desempenham papel essencial na identificação de casos. “O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o agravamento da doença, e a atenção primária é a porta de entrada para identificar e tratar esses pacientes”, afirmou.
Para a presidente do Conselho Estadual de Saúde (CES), Raimunda Rudakoff, a oficina ocorre em um momento importante para o fortalecimento da busca ativa. “Com a pandemia, algumas doenças foram negligenciadas e subnotificadas, o que contribuiu para o aumento dos casos nos territórios. É essencial retomar estratégias de planejamento de ações para eliminar a doença”, disse.
A coordenadora do Programa de Hanseníase no município de Santa Inês, Helena Viveiros, também ressaltou a importância da oficina para o planejamento de novas ações. “A doença existe, e precisamos, continuamente, melhorar nossos indicadores, fortalecendo as ações para identificar os pacientes em tempo oportuno e evitar sequelas”, destacou.