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Governo do Maranhão intensifica vigilância e prevenção da Doença de Chagas

No Dia Mundial da Doença de Chagas, celebrado em 14 de abril, o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), reforça as ações de vigilância, prevenção, diagnóstico e assistência voltadas ao enfrentamento da doença em todo o estado. A data tem como objetivo ampliar a conscientização sobre uma infecção que, em muitos casos, permanece assintomática por longos períodos e exige atenção contínua.
No Maranhão, em 2025, foram registrados 63 casos notificados, com três confirmações e um óbito associado à doença. Em 2026, até o momento, são seis casos confirmados, com monitoramento contínuo nos municípios onde há presença do inseto transmissor, conhecido como barbeiro.
Embora a transmissão vetorial, por meio do barbeiro, seja a forma clássica da doença, atualmente, grande parte dos casos está relacionada à transmissão oral, especialmente pelo consumo de alimentos contaminados, como juçara, açaí e caldo de cana. Também merece atenção a transmissão congênita, de mãe para filho, o que reforça a importância do pré-natal e do acompanhamento adequado.
A superintendente de Epidemiologia e Controle de Doenças da SES, Dalila Santos, destacou que o trabalho da gestão estadual ocorre de forma permanente e integrada. “Nós mantemos uma atuação contínua no enfrentamento à Doença de Chagas, com vigilância ativa, investigação oportuna dos casos, apoio aos municípios e ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Nosso foco é proteger a população, identificar precocemente a doença e reduzir riscos de transmissão”, afirmou a superintendente.
Entre as ações desenvolvidas pela SES estão o monitoramento de casos suspeitos e confirmados, investigação de surtos, identificação e eliminação de focos do barbeiro, capacitação para reconhecimento e notificação da presença do inseto, além do acompanhamento clínico das pessoas em tratamento, especialmente na fase crônica.
A rede estadual também garante acesso a exames laboratoriais e disponibilização de medicamentos, além de intensificar a fiscalização em locais de produção e manipulação de alimentos, principalmente de juçara e caldo de cana. Além disso, também são promovidas campanhas educativas sobre sintomas, formas de transmissão e medidas preventivas, além da qualificação permanente dos profissionais de saúde.
A SES orienta que, em caso de sintomas como febre prolongada, mal-estar, inchaço no rosto ou sinais cardíacos e digestivos persistentes, a população procure uma unidade de saúde para avaliação. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento e para evitar complicações futuras.