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Governo do Maranhão amplia vigilância contra arboviroses com novas tecnologias e capacitação de profissionais

O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), concluiu nesta terça-feira (17), em São Luís, a Oficina de Implantação de Tecnologias de Vigilância e Controle Vetorial das Arboviroses. A capacitação reuniu profissionais de saúde, gestores e técnicos municipais e regionais, com foco no aprimoramento das estratégias de enfrentamento à dengue, zika e chikungunya. A atividade foi iniciada na segunda-feira (16), na Faculdade Navigare, e integra as ações de fortalecimento da vigilância epidemiológica no estado.
A secretária adjunta interina da Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde da SES, Mayra Nina Araújo, destacou que a iniciativa integra o esforço da gestão estadual. “Esse momento reforça o compromisso em qualificar as ações de vigilância e controle vetorial nos municípios. Estamos investindo em tecnologia, capacitação e padronização de metodologias para que as equipes consigam atuar de forma mais precisa, antecipando riscos e evitando surtos”, afirmou Mayra.
Durante a programação, os participantes tiveram acesso a conteúdos técnicos e atividades práticas voltadas à implementação de metodologias inovadoras, como o uso de ovitrampas (armadilhas utilizadas para coleta de ovos do mosquito Aedes aegypti). A tecnologia permite identificar áreas com maior infestação, orientando de forma mais precisa as ações de controle e prevenção.
No Maranhão, 22 municípios foram contemplados com a estratégia, entre eles: Açailândia, Bacabal, Balsas, Barra do Corda, Barreirinhas, Buriticupu, Caxias, Chapadinha, entre outros.
O representante da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o pesquisador José Bento Pereira Lima explicou que a metodologia tem como objetivo tornar o controle do vetor mais eficiente. “O uso das ovitrampas possibilita mapear as áreas mais infestadas e direcionar melhor as ações das equipes de saúde. Mesmo com um cenário momentaneamente mais estável no país, a infestação do mosquito permanece alta, o que exige manutenção contínua dos cuidados”, alertou o pesquisador.
A programação incluiu painéis sobre o panorama das arboviroses no estado, estratégias nacionais de vigilância entomológica e capacitações práticas. Destaque também para os treinamentos para uso de aplicativos de monitoramento, leitura e contagem de ovos, instalação de armadilhas em campo, além da implementação de tecnologias como estações disseminadoras de larvicidas e borrifação residual intradomiciliar.
A chefe do Controle Vetorial da Regional de Saúde de Chapadinha, Ruanna Carvalho Santos, ressaltou que a capacitação contribui diretamente para aprimorar o trabalho nos municípios. “O conhecimento adquirido amplia a capacidade de prevenção, evitando surtos e reduzindo internações ao atuar diretamente na origem do problema, pois irá nos permitir identificar locais com maior presença do mosquito e agir de forma mais precisa”, pontuou.