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Residência em ABA desenvolvido pela Fapema e SES fortalece qualificação profissional e amplia acesso ao atendimento de pessoas com TEA no SUS

A participação das residentes bolsistas da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), Rayana Farah Oliveira, Jennifer Lopes e Maria Eduarda Silva Melo, no Congresso Rede Unida, realizado na terça-feira (23), em São Luís, evidenciou os resultados alcançados pelo Programa de Residência em Análise do Comportamento Aplicado (ABA) no Sistema Único de Saúde (SUS) e seus impactos na formação de profissionais especializados e na ampliação do atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Durante a roda de conversa “Inovação na Saúde Pública: Implementação de Intervenções ABA no SUS”, as residentes compartilharam experiências adquiridas ao longo da formação e destacaram como o programa vem contribuindo para qualificar profissionais aptos a atuar com intervenções baseadas em evidências científicas, ao mesmo tempo em que fortalece a rede pública de saúde e amplia o acesso da população aos serviços especializados.
Desenvolvido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e pela Fapema, em parceria com a Faculdade Estácio e o Centro Universitário Dom Bosco (UNDB), o programa representa uma iniciativa pioneira voltada à formação técnica de profissionais para o atendimento de pessoas com TEA. Além da qualificação acadêmica e prática dos residentes, a ação tem gerado benefícios diretos para famílias que aguardam atendimento especializado na rede pública.
Coordenadora do projeto pela Fapema, a assessora Nilze Dias destaca que um dos principais resultados da iniciativa é justamente a formação de profissionais preparados para atender uma demanda crescente da sociedade. Segundo ela, o programa alia ensino, pesquisa e assistência, contribuindo para reduzir a fila de espera por atendimento especializado e garantindo mais acesso aos serviços de saúde.
“Estamos formando profissionais qualificados e, ao mesmo tempo, ampliando a capacidade de atendimento do SUS. Isso gera impacto direto na vida das famílias, que passam a contar com intervenções especializadas e acompanhamento baseado em evidências científicas”, ressaltou.
Atualmente, 15 residentes participam do programa, atuando nos turnos da manhã e da tarde. Desde setembro de 2025, eles recebem formação técnica intensiva em ABA, com treinamento teórico-prático, aplicação de protocolos de avaliação, elaboração de estratégias de intervenção e acompanhamento supervisionado por profissionais especializados.
Para as residentes, a experiência tem proporcionado um importante diferencial na formação profissional. Além do desenvolvimento de competências técnicas, a residência fortalece habilidades relacionadas ao trabalho em equipe multiprofissional, à comunicação com as famílias e à construção de práticas éticas e humanizadas no atendimento.
Outro resultado de destaque é o fortalecimento do vínculo entre os serviços de saúde e as famílias atendidas. Por meio do treinamento parental, os responsáveis aprendem a aplicar no ambiente doméstico as estratégias utilizadas durante os atendimentos, potencializando o desenvolvimento das crianças e ampliando os efeitos das intervenções para além dos espaços terapêuticos.
O impacto social do programa também foi ressaltado por participantes do congresso. A estudante de Enfermagem Rayres da Luz Sousa Silva destacou a relevância da iniciativa por oferecer atendimento gratuito e especializado a famílias que, muitas vezes, não possuem condições financeiras para custear terapias particulares. Segundo ela, além do atendimento, o programa contribui para disseminar conhecimento sobre o TEA e ampliar o acesso à informação e aos direitos das pessoas autistas.
As atividades da residência são realizadas no Centro Especializado em Reabilitação (CER) Olho d’Água – Anexo TEA e no CER Cidade Operária, unidades de referência no atendimento a pessoas com transtornos do neurodesenvolvimento. A atuação dos residentes fortalece os serviços especializados já ofertados pelo SUS, ampliando a capacidade de atendimento e contribuindo para a melhoria da assistência prestada à população maranhense.
Alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente ao eixo Saúde e Bem-Estar, a iniciativa reafirma o compromisso do Maranhão com a formação de profissionais qualificados, a inclusão social e a ampliação do acesso à saúde especializada, gerando benefícios concretos para a população e fortalecendo a rede pública de atendimento às pessoas com TEA.