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Governo do Maranhão incentiva doação de medula no Junho Laranja

O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), reforça o incentivo ao cadastro de doadores voluntários de medula óssea durante a campanha Junho Laranja, dedicada à conscientização sobre doenças do sangue, especialmente anemia e leucemia. A iniciativa busca ampliar as chances de encontrar doadores compatíveis para pessoas com doenças hematológicas graves, como leucemias, linfomas e aplasia medular, além de fortalecer a cultura da doação e a rede estadual de transplantes.
A relevância da mobilização ganha força com a consolidação do programa de transplantes maranhense. Estruturado e habilitado ao longo de 2025, o serviço registrou um marco histórico em junho do ano passado com a realização do primeiro transplante de medula óssea pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Maranhão.
O avanço é resultado do trabalho conjunto entre a SES, a Central Estadual de Transplantes (CET-MA), o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão (Hemomar) e o Hospital Universitário da UFMA (HUUFMA).
O coordenador da CET-MA, Hiago Bastos, destaca o impacto social da iniciativa e a evolução estrutural da saúde no estado. “A doação de medula óssea é um gesto simples que pode salvar vidas. Com a implantação do transplante de medula óssea pelo SUS no Maranhão, o estado deu mais um passo na consolidação de uma rede transplantadora forte, humanizada e cada vez mais próxima da população. A Central Estadual de Transplantes segue trabalhando para ampliar o acesso, fortalecer a cultura da doação e oferecer esperança aos pacientes que aguardam por uma nova oportunidade de vida”, explicou o coordenador.
O Maranhão possui cadastrado 38.889 doadores de medula e em 2026, o estado já contabiliza oito transplantes de medula óssea autólogos (feito com células preparadas do próprio paciente).
Como ser doador?
O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão (Hemomar) exerce um papel central, pois funciona como a porta de entrada para quem deseja se cadastrar. O interessado deve ir à unidade com documento oficial com foto, preencher um formulário com os dados pessoais de contato e ceder uma pequena amostra de sangue para a realização do teste de tipagem genética (HLA).
Para ingressar no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), o voluntário precisa ter entre 18 e 35 anos no momento do cadastro, permanecendo ativo no sistema até os 60 anos. Também é necessário apresentar bom estado geral de saúde, não possuir doenças infecciosas, hematológicas, neoplásicas ou imunológicas que contraindiquem a doação e manter os dados de contato atualizados para possibilitar a localização caso seja identificada compatibilidade com algum paciente.
O diretor do Hemomar, Ademar Moares, reforça a importância de associar o combate às patologias sanguíneas ao ato de solidariedade: “O Junho Laranja cumpre a missão de lançar luz sobre patologias como a anemia, mas também funciona como um despertador para a necessidade de novos doadores. No Hemomar, acolhemos os voluntários e garantimos a precisão técnica necessária para abastecer o Redome, sabendo que cada novo cadastro amplia as chances de sobrevivência e cura de quem enfrenta enfermidades graves do sangue”, concluiu.
Leucemia e a urgência do transplante
A leucemia consiste em um câncer que inicia o seu desenvolvimento na medula óssea, o local responsável pela produção das células sanguíneas. A patologia se origina a partir de uma mutação genética em uma célula sanguínea imatura, transformando-a em uma célula cancerosa. Essa estrutura alterada se prolifera rapidamente, apresenta alta resistência à morte celular e substitui progressivamente as células saudáveis da medula óssea, o que compromete o funcionamento de todo o organismo.