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SES, CONASS e OPAS debatem educação permanente em saúde durante congresso internacional

Em painel dedicado à “Plataforma virtual de aprendizagem no SUS: o papel das escolas de saúde pública na educação permanente em saúde, desafios da formação e democratização do acesso”, o chefe do Programa Especial Campus Virtual de Saúde Pública da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Gabriel Litovsky, e o assessor técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Haroldo Pontes, destacaram iniciativas para o fortalecimento da democratização do acesso, da inclusão digital e da educação permanente em saúde na era digital, durante o 1º Congresso Internacional de Saúde Coletiva, o 3º Congresso Cuidar de Todos e a 5ª Mostra Científica da SES, em São Luís (MA).
Durante a apresentação do tema “Educação permanente em saúde na era digital: inovação pedagógica e fortalecimento das Escolas de Saúde Pública”, o assessor técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Haroldo Pontes, ressaltou a importância dessas pautas para o fortalecimento da educação em saúde. Ele apresentou uma linha do tempo da criação das Escolas de Saúde Pública (ESP), que já somam 23 em todo o país, e destacou a importância de o congresso ter sido organizado pela SES, por meio da ESP, o que permite mostrar os trabalhos, refletir sobre os impactos e projetar a continuidade.
“A organização das Escolas de Saúde Pública é fundamental para a qualificação da força de trabalho do SUS, e ficamos felizes que a escola do Maranhão esteja contribuíndo para a educação permanente de técnicos e profissionais de saúde, considerando a realidade de cada território”, afirmou o assessor técnico do Conass, Haroldo Pontes.
O convidado internacional no painel, o chefe do Programa Especial Campus Virtual de Saúde Pública da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Gabriel Litovsky, colocou no centro do debate a temática “Democratização do acesso e inclusão digital: equidade na formação dos trabalhadores do SUS”. Ele agradeceu o convite para participar e apresentou o trabalho de educação do Campus Virtual de Saúde Pública (CVSP), que contribui para o desenvolvimento das capacidades e competências dos trabalhadores da saúde, apoiando a transformação dos serviços e práticas de saúde pública na região das Américas.
“A articulação entre pedagogia e tecnologia é uma realidade para garantir a união entre conhecimento e prática, e o CVSP é um espaço para desenvolver as competências dos trabalhadores da saúde, oferecendo cursos e webinários certificados, além de materiais e recursos adaptados aos programas de educação continuada dos profissionais de saúde de cada país”, destacou Gabriel Litovsky.
A diretora da Escola de Saúde Pública do Tocantins, Raimunda Fortaleza de Sousa, realizou a moderação do painel “Plataforma virtual de aprendizagem no SUS: o papel das escolas de saúde pública na educação permanente em saúde, desafios da formação e democratização do acesso”.
“As escolas têm o papel de garantir a educação permanente em saúde, e essa política está sendo bem desenvolvida na ESP Maranhão, que vem trabalhando de forma colaborativa com outras escolas na formação de profissionais. Alunos do Tocantins estão sendo certificados no Maranhão, e alunos do Maranhão estão sendo capacitados pelo Pará, fortalecendo cada vez mais os espaços de formação e aprendizado”, completou Raimunda Sousa.
A diretora da ESP-MA, Ana Lucia Nunes, completou dizendo que a escola maranhense está estreitando a parceria institucional com a OPAS, com a finalidade de oferecer educação permanente aos trabalhadores dos 217 municípios maranhenses. “Estamos estruturando a nossa plataforma para garantir a formação virtual de trabalhadores em qualquer município maranhense, em tempo hábil”, completou Ana Lucia.
A psicóloga do Hospital Macrorregional de Pinheiro, Maria Estrela, elogiou a mesa sobre educação permanente e ressaltou a importância do planejamento das ações voltadas para aqueles que mais precisam. “Achei muito relevante a importância de o conhecimento ser pensado para atender a quem precisa. Essa visão precisa ser aplicada em todas as áreas de atuação, para que os serviços de saúde possam alcançar o paciente e enxergar todo o seu contexto dentro daquele território”, enfatizou.