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Governo do Maranhão lança campanha Março Lilás

O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES) abriu, nesta terça-feira (10), a campanha Março Lilás 2026, com o tema “Informação que protege, prevenção que salva”. A programação ocorreu no Auditório Fernando Falcão, na Assembleia Legislativa do Maranhão, em São Luís, e reuniu gestores, profissionais de saúde.
A abertura contou com a realização do IV Seminário Estadual de Saúde das Mulheres e sua Diversidade em Todos os Ciclos de Vida, espaço de debate sobre políticas públicas e organização da rede de cuidado. O encontro também serviu para o lançamento do teste molecular de DNA-HPV oncogênico para rastreamento do câncer do colo do útero, com ações iniciais na região de saúde de Zé Doca previstas para o final de março.
A secretária adjunta interina da Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Mayra Nina Araújo, destacou que a campanha representa uma oportunidade de ampliar o diálogo com gestores e profissionais. “A campanha tem um papel fundamental para ampliar a conscientização sobre o câncer do colo do útero e reforçar a importância da prevenção. Nosso objetivo é fortalecer as estratégias de promoção da saúde e garantir que as mulheres tenham acesso à informação, ao diagnóstico precoce e ao cuidado integral em toda a rede do SUS”, afirmou Mayra.
Ainda, no seminário, especialistas apresentaram palestras sobre a contextualização da campanha Março Lilás 2026 e sobre as novas diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero, entre outras. Além do seminário, a campanha prevê mobilizações nas 18 regionais de saúde e nos 217 municípios maranhenses, com ações educativas, atividades de orientação à população e capacitações voltadas aos profissionais da Atenção Primária à Saúde.
A coordenadora de Atenção à Saúde das Mulheres da SES, Olívia Trindade, explicou que a incorporação do exame representa um avanço importante no diagnóstico da doença no estado. “A implementação do teste molecular de DNA-HPV amplia a capacidade de rastreamento e fortalece a prevenção. O seminário também cumpre o papel de apresentar essas estratégias e fortalecer a política de atenção integral à saúde da mulher nos municípios”, ressaltou.
Conforme registros do Sistema de Informação Ambulatorial (SIA), do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e do Sistema de Informação do Câncer (SISCAN), em 2025, o Maranhão registrou 909 casos de neoplasia maligna do colo do útero, O avanço nas estratégias de rastreamento também aparece no número de exames realizados no estado. Em 2021, foram registrados 186.625 exames no SISCAN. Em 2025, esse número chegou a 239.488 exames, o que indica ampliação do acesso ao diagnóstico e às ações de prevenção.
A secretária municipal adjunta de Saúde de Benedito Leite, Paula Cristina a de Moraes, destacou que a participação dos municípios no seminário contribui para fortalecer as ações locais de prevenção. “A partir desse conhecimento, conseguimos ampliar as ações de conscientização e fortalecer o trabalho de prevenção e de cuidado com as mulheres na rede municipal”, afirmou.
A coordenadora de Saúde da Mulher do município de Santa Helena, Lilian Karen Ferreira, ressaltou a importância da troca de experiências entre profissionais de diferentes regiões do estado. “A saúde da mulher envolve muitos aspectos e sempre há novas experiências e práticas que podem fortalecer o trabalho desenvolvido nos municípios”, disse.