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Congresso Cuidar de Todos destaca inovação digital e modelo de hospital inteligente no SUS

A inovação no cuidado em saúde, com ênfase no uso de tecnologias digitais e na construção de hospitais inteligentes, foi tema de uma das mesas do segundo dia do Congresso Cuidar de Todos, realizada nesta quarta-feira (25), no Auditório Darcy Ribeiro, no Multicenter Sebrae, em São Luís. O debate trouxe perspectivas complementares sobre como a transformação digital pode impactar a organização dos serviços e a qualidade da assistência no Sistema Único de Saúde.
Representando a Diretoria do Departamento de Cooperação Técnica, Inovação e Desenvolvimento em Saúde do Ministério da Saúde, Aline Costa abordou a transformação digital no ambiente hospitalar, destacando a indução federal, a interoperabilidade e o cuidado conectado. No painel, ela apresentou o contexto das ações em curso e as referências internacionais discutidas entre os países do Brics.
“O Sistema Único de Saúde tem se deparado com mudanças importantes no perfil epidemiológico e nas necessidades da população, o que exige inovação e incorporação tecnológica. Buscamos referências internacionais, firmamos parcerias e estruturamos um modelo de hospital inteligente que integra conhecimento, tecnologias e processos assistenciais para ampliar o acesso e melhorar resultados. É importante destacar que buscamos o conhecimento, mas o nosso modelo será baseado na nossa realidade”, afirmou.
Já o arquiteto Li Weidong, responsável por projetos de hospitais inteligentes na China, apresentou experiências voltadas à estruturação de unidades de saúde baseadas em automação, inteligência artificial e sistemas integrados. A exposição evidenciou como o planejamento físico aliado à tecnologia pode otimizar fluxos, reduzir falhas e melhorar o desempenho dos serviços hospitalares.
“A ciência da medicina está ligada ao cuidado com a vida, e a tecnologia é uma ferramenta essencial para esse cuidado, garantindo acesso igual para todos. China e Brasil enfrentam desafios comuns, e o Brics já prevê financiamento para o primeiro hospital inteligente do Brasil”, comentou o palestrante.
A mesa contou ainda com a mediação do coordenador do Programa Salva Coração, Filipe Sousa Amado.
Além deste painel, o segundo dia contemplou outras discussões estratégicas, incluindo o uso da epidemiologia na definição de prioridades locais, além de temas como equidade e acolhimento em saúde, linhas de cuidado, vigilância em saúde, gestão e educação em saúde, ampliando o debate sobre os desafios contemporâneos do SUS.