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Comitê de Saúde em Desastres discute impactos das chuvas e reforça preparação permanente da rede estadual

O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), mantém preparação contínua e estratégica para garantir resposta rápida e eficaz diante de desastres naturais. Dentro desse esforço permanente de monitoramento e articulação, o Comitê Estadual de Saúde em Desastres realizou, nesta quarta-feira (4), sua primeira reunião extraordinária de 2026, reforçando as ações preventivas e o alinhamento com os municípios diante do cenário de chuvas intensas no Maranhão.
O encontro aconteceu no Edifício Almere Office, no bairro Calhau, em São Luís, e serviu como espaço para apresentar informes das ações em andamento, avaliar o estágio de construção do Plano de Ação e definir estratégias de mobilização e articulação com as gestões municipais diante dos alertas meteorológicos emitidos para o estado.
“O objetivo foi fomentar a participação dos membros partícipes no processo e fazer novas proposições. A proposta é fortalecer a governança colaborativa, assegurando o engajamento dos integrantes no processo decisório e na formulação de novas proposições estratégicas”, disse a coordenadora das Emergências de Saúde Pública da SES, Maria Monteiro.
A reunião foi convocada em virtude dos eventos meteorológicos em curso no país, bem como dos alertas vermelho e laranja emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o Maranhão. De acordo com o órgão, o estado, assim como outras unidades federativas situadas nas regiões Nordeste, Norte e Sudeste, está sob aviso de chuvas superiores a 60 mm/h ou acima de 100 mm/dia, condição que eleva o risco de alagamentos e transbordamento de rios.
Foram registradas cheias nos rios Parnaíba e Balsas, cujas áreas habitadas permanecem sob monitoramento. Além da análise situacional, o Comitê deliberou sobre a realização de webinários com gestores municipais, organizados por macrorregião de saúde, com foco na divulgação de orientações e recomendações aos municípios para o enfrentamento de possíveis impactos relacionados às chuvas.
A superintendente de Epidemiologia da SES, Dalila Santos, reforçou a necessidade de qualificar o fluxo de informações para assegurar maior agilidade na resposta da rede de saúde. “É crucial que os municípios saibam como proceder e a quem contatar em preparação para um evento iminente. A Atenção Primária deve estar ciente de qualquer ocorrência para que, por meio dos recursos disponíveis, trace intervenções com base na notificação de doenças e outros agravos decorrentes de desastres e chuvas”, observou.
A coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-SES), Jakeline Trinta, destacou que o apoio técnico aos municípios é fundamental para a vigilância e comunicação em saúde.
“A proposta é promover uma orientação integrada entre as áreas, garantindo que o suporte institucional ocorra de forma coordenada e eficiente. Reforçamos a importância do monitoramento contínuo de ocorrências relacionadas a desastres, com notificação pelos instrumentos oficiais, para que possamos atuar de forma antecipada, com base em dados.”