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Bombeiros atualizam conhecimentos para manejo de animais peçonhentos

O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) participa de treinamento voltado ao manejo de acidentes envolvendo animais peçonhentos. O curso, realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), iniciou nesta quinta (12), no Praia Mar Evento, na Avenida dos Holandeses, e reúne profissionais do Batalhão de Bombeiros Ambiental (BBA), da área da saúde e demais instituições de segurança pública. O objetivo é atualizar conhecimentos sobre identificação, atendimento e prevenção de acidentes.
A capacitação integra a estratégia da Coordenação de Vigilância, Prevenção e Controle de Zoonoses da SES com foco no fortalecimento da Rede de Soroterapia no estado. Esta instituição busca ampliar o acesso ao tratamento adequado com soros antivenenos, reduzir a letalidade e fortalecer a vigilância epidemiológica, em todo o território maranhense.
O treinamento é fundamental para qualificar profissionais que atuam diretamente no atendimento às vítimas, pontua a coordenadora de Vigilância, Prevenção e Controle de Zoonoses da SES, Monique Maia. Ela ressalta que, a capacitação contribui para melhorar o diagnóstico e o manejo clínico nos acidentes, além de somar para descentralização do atendimento e fortalecer esta rede no Maranhão.
“Acidentes com animais peçonhentos são ocorrências bastante comuns em diversas regiões do estado. Com esta capacitação, iremos aprimorar os atendimentos envolvendo serpentes, escorpiões, aranhas e outros animais, melhorando a resposta em saúde pública”, pontua a comandante do BBA, tenente-coronel Priscila Chahini.
Na programação, especialistas abordam temas como epidemiologia e notificação de acidentes, políticas de saúde indígena, logística e armazenamento de soros antivenenos e a criação da Rede de Referência de Soroterapia para Acidentes por Animais Peçonhentos no Maranhão. Representando o Ministério da Saúde, a consultora técnica do Grupo de Trabalho de Acidentes por Animais Peçonhentos, Lúcia Montebello, participou do momento, ministrando palestra sobre o tema.
Os participantes acompanham ainda, debates sobre o processo de descentralização dos soros em áreas indígenas, a situação epidemiológica dos acidentes no estado e a identificação e biologia das serpentes de importância em saúde pública. Também são discutidos o diagnóstico e o tratamento de acidentes ofídicos, com momentos de plenária e troca de experiências entre os profissionais.
A programação segue até sexta (13), com debates sobre identificação e biologia de aracnídeos (escorpiões e aranhas), além de insetos e animais aquáticos peçonhentos. Os participantes também irão analisar casos clínicos de ofidismo (cobras) e escorpionismo por meio de debates e avaliação de técnicas.