A história de Ednaldo da Silva, de 52 anos, natural de Imperatriz, ganha um novo capítulo graças ao SUS e à assistência prestada pelo Governo do Maranhão. O paciente, que aguardava uma vaga para atendimento especializado em falência intestinal pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), será transferido para o Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro, para uma nova etapa do tratamento, com avaliação para transplante intestinal.
O coordenador da Central Estadual de Transplantes do Maranhão (CET-MA), Hiago Bastos, explica que o transplante intestinal é um procedimento de alta complexidade e ainda é realizado por poucos hospitais no país. “Esses casos são muito delicados porque a portaria de habilitação do Ministério da Saúde é muito nova e poucos hospitais no país fazem esse tipo de atendimento. Ficamos muito felizes com a liberação do leito para que o paciente siga o tratamento”, contou.
O paciente foi diagnosticado com falência intestinal após apresentar uma trombose na veia mesentérica, que comprometeu a circulação sanguínea e provocou a necrose de parte do intestino. O atendimento começou em Imperatriz, no Hospital Macrorregional Dra. Ruth Noleto, onde ele passou pelas primeiras intervenções cirúrgicas. Posteriormente, devido à complexidade do quadro, foi transferido para o Hospital Dr. Carlos Macieira, em São Luís.
Durante o período de internação no HCM, Ednaldo recebeu assistência especializada e suporte nutricional, apresentando boa evolução clínica. A trajetória de Ednaldo também foi acompanhada de perto pelo governador Carlos Brandão, que esteve no HCM durante a internação e se comprometeu a acompanhar o caso e buscar os encaminhamentos necessários para a continuidade do tratamento.
“Só tenho a agradecer mesmo. Cheguei aqui em uma situação bem crítica e, hoje, me sinto bem, firme e forte para encarar esse próximo desafio”, afirmou Ednaldo.
Para a esposa, Celis Lima, de 36 anos, o acolhimento recebido durante a internação fez diferença para a família. “Em nada nos sentimos desamparados. Mesmo nos momentos de preocupação e angústia, eu sempre tive a certeza de que todos estavam fazendo tudo o que era possível para que desse certo”, relatou.
A transferência será realizada por meio do Tratamento Fora do Domicílio (TFD) e já foi autorizada e validada pelos órgãos responsáveis, com as medidas administrativas providenciadas pela Central Estadual de Transplantes e apoio do Governo do Estado.

