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SES realiza I Workshop sobre Farmácias Vivas, Cannabis e PICS em Imperatriz

O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou, na última semana, em Imperatriz, o I Workshop: Farmácias Vivas, Cannabis, Óleos Essenciais e PICS – Tradição e Ciência em Saúde. O evento aconteceu no auditório da UNIFACIMP Wyden, localizada na Avenida Prudente de Morais, nº 110, Jardim Cinco Estrelas, reunindo profissionais de saúde, gestores, acadêmicos, agricultores familiares, terapeutas integrativos e a comunidade em geral.
O workshop teve como objetivo fortalecer o uso seguro, racional e estratégico das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), promovendo a integração entre os saberes tradicionais e as evidências científicas. A iniciativa também buscou qualificar a assistência em saúde e incentivar uma abordagem mais ampla, humanizada e centrada no cuidado integral.
Durante os dois dias de programação, foram discutidos temas como fitoterapia no SUS, uso medicinal da cannabis, aromaterapia, hipnose, ginecologia natural e políticas públicas voltadas às PICS, com foco no uso seguro e humanizado das terapias naturais. A proposta do evento foi ampliar o conhecimento técnico-científico e fortalecer a implementação dessas práticas nos serviços públicos de saúde.
A abertura oficial aconteceu no dia 5 de maio, às 17h, com a presença de autoridades e representantes da área da saúde. Participaram da solenidade a gestora da URS de Imperatriz, Valéria Macedo; o diretor do IOC/LACEN/MA, Lídio Gonçalves; o coordenador da Atenção Básica de Imperatriz, Anderson Nascimento; e a pró-reitora da UNIFACIMP, Talita Pinho Marcelino, e representando a Secretaria de Estado da Saúde Willian Viera Superintende de Atenção Primaria em Saúde.
O evento contou ainda com a participação do professor doutor José Carlos Tavares, pesquisador e gerente de Ensino e Pesquisa da Universidade Federal do Amapá, além de membro titular da Academia Brasileira de Ciências Farmacêuticas. Em sua palestra, ele ressaltou a relevância do fortalecimento das PICS ao unir ciência, cultura popular e conhecimento tradicional. “Iniciativas como as Farmácias Vivas valorizam práticas já utilizadas por curandeiras e comunidades tradicionais, agora associadas ao embasamento científico e ao uso correto dos fitoterápicos, ampliando o acesso da população a tratamentos mais seguros, eficazes e acessíveis”, disse o pesquisador.
O gerente da Atenção Primária da Secretaria de Estado da Saúde, Willian Vieira, destacou a importância do workshop para a região. “O programa Farmácia Viva já está presente em mais de 100 municípios maranhenses. A iniciativa da gestão estadual fortalece os saberes populares nas comunidades e demonstra que o uso das plantas medicinais pode contribuir para a prevenção de doenças, promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida da população”, ressaltou.
“O horto terapêutico e os fitoterápicos representam uma importante oportunidade de aprendizado para estudantes da área da saúde interessados em ampliar seus conhecimentos e compartilhar essas práticas com as comunidades que mais necessitam”, contou a estudante de enfermagem do município de Ribeirãozinho, Zumira Andrade.
No segundo dia de programação, o workshop se destacou pela oferta de cursos voltados à qualificação profissional e à ampliação de conhecimentos nas práticas integrativas. Entre as capacitações oferecidas estiveram hipnose como ferramenta clínica, acupuntura e plantas medicinais no manejo da dor crônica, massoterapia, auriculoterapia e ventosaterapia, além do curso “Lambedor: do conhecimento ancestral ao científico”, todos com atividades teóricas e práticas e turmas lotadas.
Os participantes destacaram a importância dos momentos de troca de experiências, integração entre saberes tradicionais e comprovação científica, além da valorização das práticas integrativas como ferramenta de cuidado em saúde. O evento, realizado em parceria com os municípios, reforçou a qualificação dos profissionais e a humanização da assistência, promovendo mais conhecimento e cuidado para a população maranhense.