Hospital Nina Rodrigues celebra três anos de funcionamento da enfermaria de curta internação com palestras e oficinas

Foto: Julyane Galvão

O Hospital Nina Rodrigues comemorou nesta quarta-feira (13) três anos de funcionamento da enfermaria de curta e média permanência para pacientes com graves transtornos mentais. Palestras sobre humanização no atendimento mental, oficinas e aula de dança para os pacientes e familiares fizeram parte da programação de aniversário do local.

Hamilton Raposo, coordenador adjunto da Residência Médica de Psiquiatria do Hospital Nina Rodrigues, afirma que a chegada da enfermaria mudou a realidade do atendimento a pacientes com transtornos mentais. “Este tipo de enfermaria dignifica o atendimento a este paciente e não o submete a internações longas e desgastantes”.

Miracele Sousa é uma das médicas residentes que atende na enfermaria e destaca a oportunidade de aprender a tratar de forma humanizada o paciente mental, qualificando a assistência psiquiátrica. “A equipe médica atende todos os dias o paciente da enfermaria e oferece apoio também aos familiares que acompanham os avanços no tratamento. Nenhum tratamento é feito sem consentimento da família, trabalhamos de forma conjunta para que a recuperação seja efetiva sem recaídas”, disse a médica.

A enfermaria 

O local recebe pacientes encaminhados da urgência do hospital que receberam os primeiros atendimentos, mas que necessitam de uma curta internação para recuperação da estabilidade clínica e emocional e ainda, evitar uma internação longa em outras unidades de saúde.

A enfermaria do Hospital Nina Rodrigues possui período médio de permanência de sete dias, com atendimentos durante toda a semana, 10 internações por semana, equipe clínica multidisciplinar, formada por dois psiquiatras, cinco médicos residentes na área, terapeutas ocupacionais e enfermeiros. A enfermaria também dispõe de uma semi UTI com aparelhos de reanimação, balões de oxigênio e de acompanhamento cardiológico.

O médico Hamilton Raposo ressalta que a enfermaria fornece benefícios também para os profissionais em formação, pois o ensina a atender sob a ótica familiar. “O paciente que passa sete dias internado não pode ficar sozinho. Ele precisa estar acompanhado de algum parente, pois é importante para a evolução das etapas do tratamento a presença familiar. Os residentes entendem que o paciente precisa de um conjunto para se recuperar e isso envolve o apoio da família”.