Governo beneficia mulheres maranhenses com UTI Materna

O Governo do Estado começa a contabilizar os resultados positivos da UTI Materna, no Hospital e Maternidade Marly Sarney. Em um mês, mais de vinte pacientes foram recebidas na ala, que conta com oito leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Entregue em 28 de março, o espaço é uma das ações executadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) para o fortalecimento da rede materno-infantil no estado e ampliação dos cuidados voltados para as mulheres maranhenses.

O médico André Rossano, coordenador da UTI Materna, contou que os serviços estão sendo aperfeiçoados para potencializar os resultados positivos do trabalho que vem sendo realizado na unidade de saúde, especialmente nessa ala específica. “Estamos investindo no treinamento dos profissionais para aprimorar o atendimento, qualificando-o cada vez mais. Demos o primeiro passo e agora vamos avançar para prestar um serviço cada vez mais completo às pacientes”, disse.

Durante o primeiro mês de funcionamento da UTI Materna – primeira Unidade de Terapia Intensiva voltada exclusivamente para esse público –, 21 pacientes foram atendidas. Ainda no mês de abril, foram realizados 58 exames, entre eles tomografia, raio X, eletrocardiograma e ecocardiograma. Também foram executadas oito cirurgias e outros 142 procedimentos, como curativos, intubação e implantação de sonda vesical de demora.

Os serviços atendem pacientes do Hospital e Maternidade Marly Sarney ou integradas ao Sistema de Regulação de Leitos Obstétricos da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que assegura a transferência das gestações de alto risco para a unidade de saúde. A atual estrutura da Marly Sarney possibilitou atendimento eficaz à lavradora Benilde Dias da Silva, de 37 anos, moradora do município de Urbano Santos e mãe do recém-nascido Wesley.

“Vim para uma consulta e acabei ficando logo hospitalizada por conta da gravidez de risco. Tive pré-eclampsia e fui parar na UTI. Se eu não tivesse vindo pra cá e se não fosse essa estrutura, eu e meu bebê não teríamos sobrevivido. Eu agradeço a todos que me atenderam aqui. Estou me recuperando bem e já aguardando alta para ir pra casa”, contou a paciente.

A UTI Materna é estruturada para atender pacientes obstétricas graves, no período pré, intra e pós-parto, com doenças próprias da gravidez ou nela intercorrentes, que necessitem de internação em regime de cuidados intensivos. Trabalham na UTI plantonistas especialistas em terapia intensiva e gineco-obstetras, além de uma equipe de enfermagem especializada em UTI. A ala conta, ainda, com o apoio de médicos de diversas especialidades, como clínico, cardiologista, anestesiologista, cirurgião geral, neurologista, infectologista, fisioterapeuta e psicólogo.


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