Governo amplia debate sobre plano estadual de erradicação da sífilis com organizações da sociedade civil

Plano Estadual de erradicação da sífilis foi debatido na manhã desta segunda-feira. Foto: Julyane Galvão

O Governo do Estado amplia o debate do Plano Estadual de Redução das Sífilis no Maranhão com movimentos sociais. As estratégias serão implementadas a partir de 2018. Um dos objetivos do Plano Estadual é aumentar a oferta de testes, principalmente para gestantes. Isso porque a identificação ainda no primeiro trimestre da gestação, aliado ao tratamento adequado quebram o ciclo de transmissão da doença.

A reunião foi realizada nesta segunda-feira (4) no auditório da Secretaria Adjunta da Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde com representantes do Grupo Solidariedade é Vida, do Programa Estadual de Tuberculose, Departamento de Atenção às DST/AIDS e Hepatites Virais da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Secretaria Estadual dos Direito Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP), Centro de Cultura Negra do Maranhão e do Fórum do Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão (ICE-MA).

No Maranhão, em 2017, foram constatados até setembro, 680 casos de sífilis em grávidas e 251 casos de sífilis congênita, ou seja, crianças que nascem com a doença adquirida pela mãe.  “Nesta reunião, nós estamos buscando novas parcerias. Nós estamos em outro momento e por isso queremos ouvir as instituições sobre como trabalhar para a redução da doença em nosso estado”, afirmou Silvia Viana, superintendente de Atenção Primária da SES.

Para o representante do Centro de Cultura Negra do Maranhão, professor do curso de licenciatura de ‘Estudos Africanos e Afro-Brasileiros’ da UFMA, Luiz Alves, o debate é importante para alcançar toda a população. “Nós temos que trabalhar as informações, sensibilizar a comunidade sobre o problema para reduzir os casos’, afirmou.

Durante o encontro foram definidas ações e atividades, as diretrizes do plano para o aprimoramento das políticas públicas, com foco na prevenção das sífilis.  Ou seja, foram definidas agendas com cada uma das entidades, onde estão previstas ações de educação em saúde para prevenção da sífilis; reforço das orientações sobre doença, conhecer e acompanhar os casos.

A sífilis é transmitida por bactéria, por exemplo, durante relações sexuais sem prevenção. Se não for tratada corretamente, futuramente a infecção pode causar lesões no cérebro, no coração e nos ossos. E o mais grave, como a doença também pode ser passada da mãe para o bebê, ela pode causar, inclusive, má formação do feto como alterações ósseas, surdez neurológica, dificuldades no aprendizado e retardo mental.