Governo amplia assistência materno-infantil com convênio com a OPAS e a OMS

Foto: Francisco Campos

Uma parceria entre o Governo do Maranhão, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) permitirá o desenvolvimento de ações para fortalecimento da atenção à saúde. As atividades resultam de um termo de cooperação técnica firmado entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES), as organizações e o Ministério da Saúde. O convênio tem a proposta de reestruturar a rede de atenção materno-infantil e articular com o sistema de vigilância em saúde, com a intenção de reduzir os indicadores de mortalidade especialmente de mulheres e criança.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, explicou a importância da parceria. “Com iniciativas como essa estamos viabilizando formas de reverter os índices negativos do estado, especialmente na área materno-infantil. A parceria com a OPAS vem somar com os investimentos que estão sendo realizados pelo poder público estadual para melhor atender a esse público. Sabemos que é um convênio que apresentará resultados a médio prazo, mas que certamente serão positivos para a população”, ressaltou.

As atividades pactuadas através do convênio serão desenvolvidas em 2017 e 2018 e incluem a realização de oficinas de análise da situação e desenho das Redes de Assistência à Saúde materno-infantil; a construção da Linha de Cuidado Obstétrica e Neonatal; a revisão dos protocolos clínicos orientados pela linha de cuidado; o fortalecimento do manejo das emergências obstétricas no âmbito da rede de atenção obstétrica do Estado; e a estruturação do sistema de regulação obstétrico e neonatal.

Além de reduzir o índice de mortalidade materno-infantil, as atividades visam combater a incidência da hanseníase no estado e as taxas de sífilis congênita. Ações de controle dessas doenças também estão previstas no convênio com a ampliação do acesso aos testes rápidos e a capacitação de forma permanente dos profissionais da atenção primária sobre hanseníase.

O consultor da Organização Mundial da Saúde, Adriano Tavares, considerou positiva a iniciativa do Governo do Estado em formalizar o convênio. “Percebo uma boa intenção do Governo em desenvolver esse trabalho conjunto, que irá gerar grandes benefícios para os maranhenses. Percebo que essa parceria é apenas uma das ações que estão sendo desenvolvidas para combater os índices negativos, especialmente no que se diz respeito à mortalidade materno-infantil”, destacou.

Entre as metas do projeto da OPAS/OMS estão a redução em 5% ao ano da taxa de mortalidade neonatal; a redução em 20% da taxa de gravidez na adolescência; a ampliação da cobertura de exames de contato para combate à hanseníase de 66,3%, registrado em 2014, para 79,5%, em 2018; e reduzir em 10 % ao ano a taxa de internação por AVC e  em 5% ao ano a taxa de mortalidade por diabetes.

Centro Sentinela

No Maranhão, a parceria com a OPAS já começa a apresentar resultados positivos. Em Balsas, no mês de janeiro, foi inaugurado o primeiro Centro Sentinela de Planejamento Reprodutivo do mundo. O centro oferece às mulheres da região acesso a orientações e métodos contraceptivos, além de realizar o acompanhamento de casos de aborto e violência sexual. A unidade é fruto de um dos objetivos do projeto de Estruturação da Atenção à Saúde no Estado do Maranhão, que é o de ampliar as ações de planejamento reprodutivo.