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Para desenvolver a ação, a equipe estadual formada por 44 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos, foi deslocada para oito diferentes pontos de alojamento e centros de saúde, sendo dois em Pedreiras e seis em Trizidela do Vale.
A secretária adjunta da Rede de Serviços da SES, Jesus Câmara, explicou que os atendimentos foram concentrados em Trizidela porque o município tem um número maior de desabrigados, aproximadamente 3 mil pessoas, segundo levantamento da Prefeitura Municipal.
“Cerca de 70% da zona urbana de Trizidela ficou submersa, por essa razão priorizamos parte dos alojamentos da cidade”, informou a secretária adjunta, que visitou todos os pontos, acompanhada da gestora de saúde da regional de Pedreiras, Georgina Pinheiro, e do secretário municipal de Saúde de Trizidela do Vale, Celso Henrique Brito.
A ação emergencial de saúde é fruto do trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Comitê Estadual de Assistência aos Desabrigados das Enchentes do Rio Mearim, coordenado pela Casa Civil, por determinação do governador Jackson Lago.
Um dos pontos de atendimento em Pedreiras foi o Centro de Saúde Dr. Pedro Barroso. Cerca de 400 pessoas receberam assistência no local nas áreas de pediatria, clínica geral e oftalmologia. Esta última foi direcionada, principalmente às pessoas acometidas por conjuntivite, cujo número de casos cresceu bastante depois das enchentes.
O aposentado Edmilson Santos chegou à unidade se queixando de fortes coceiras e lacrimejamento dos olhos, que estavam muito vermelhos. Ele é um dos mais de 2.600 desabrigados de Pedreiras, que está alojado em um centro comunitário da cidade.
“Toda a minha família está com conjuntivite. O meu caso é o mais sério”, contou ele, que foi atendido pelo oftalmologista Vener Aguiar. “Os casos mais comuns são conjuntivite viral e a bacteriana. Estamos orientando a limpeza com soro fisiológico e a utilização do colírio, que está sendo dado pelo Estado”, informou o médico. Cerca de 10 profissionais da Secretaria de Saúde de Pedreiras prestaram apoio no local.
Em Trizidela, um dos pontos de concentração do atendimento foi o Ginásio Poliesportivo da cidade. Lá, muitos casos de diarréia, gripes e até pneumonia. “A nossa preocupação maior é com os casos de doenças de veiculação hídrica. Fizemos a distribuição de sais de hidratação oral (soro) para evitar que as crianças e os adultos sofram com a desidratação”, contou a superintendente de Atenção Básica da SES, Marileza Cruz Sousa, acrescentando que no ginásio estavam 131 desabrigados.
A equipe da Saúde foi também ao encontro de cinco famílias, que estavam em um abrigo provisório na área externa de uma das Igrejas Católicas do município. Uma das crianças do local, depois de examinada, foi diagnosticada com escabiose. “Essas coceiras começaram a aparecer na minha filha depois das enchentes. Ela também está muito gripada”, destacou Marinalva, que é mãe da pequena Ana Cláudia Barros Nascimento, de pouco mais de 1 ano.
Além das consultas, em todos os pontos de atendimento estão sendo repassadas orientações sobre cuidados com a higiene. Em muitos dos alojamentos, animais circulam livremente, sem nenhuma restrição, o que pode ser prejudicial à saúde dos moradores.
“É de fundamental importância essa ajuda que o Governo do Estado está garantindo aos desabrigados dos dois municípios. É muito difícil controlar as ocorrências de doenças nestes espaços de grande aglutinação”, destacou o secretário Celso Henrique Brito, informando que 25 profissionais da Secretaria Municipal de Saúde participaram da ação.