
Representantes das coordenações estaduais de DST/Aids dos Estados do Maranhão, Ceará e Piauí participam nesta quarta-feira, 5, até sexta-feira, 07, no auditório do Hotel Litorânea (Calhau), da Oficina Macro Regional Nordeste II para Operacionalização do Plano de Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DST’s entre Gays, HSH e Travestis. A oficina é uma parceria do Programa Nacional DST e Aids com as coordenações estaduais dos três estados.
Durante a abertura do evento, programada para as 19 horas, será feita a exposição do Plano Nacional do Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DST’s. Para o segundo e terceiro dias, serão discutidos os temas “Epidemia concentrada e superação dos contextos de vulnerabilidade” e “Gestão participativa e intersetorialidade na saúde”, além da apresentação das agendas estaduais para o acompanhamento do Plano.
O Plano Nacional expressa o compromisso das três esferas de governo e da sociedade civil na implantação e implementação da política pública de prevenção e de controle das DST/Aids. “Isso foi possível a partir do reconhecimento da existência de aspectos específicos que contribuem para que esses grupos estejam mais suscetíveis à infecção, apresentando taxas que superam às encontradas na população geral”, disse a Chefe do Departamento de Atenção às DST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Silvia Viana.
A formulação do Plano, em consonância com as diretrizes estabelecidas no Programa Brasil sem Homofobia, contou com a colaboração de vários parceiros, incluindo Pessoas que Vivem com HIV/Aids (PVHA), representantes dos movimentos de Aids e de Gays, Lésbicas, Bissexuais Travestis e Transexuais (BLBT), profissionais de saúde e gestores.
No Maranhão, a transmissão sexual continua sendo a principal categoria de exposição ao vírus HIV, respondendo por 83,6% das notificações de Aids. Entre esses casos, 57,5% ocorreram em heterossexuais, sendo 66% das notificações em indivíduos do sexo masculino. O homossexual e o bissexual apresentam 13,6% e 12,5% das notificações, respectivamente. Apesar dessa heterossexualização da doença no estado, os gays, homens que fazem sexo com homens e travestis continuam sendo categorias importantes no trabalho de prevenção realizado pela SES. ”Não podemos baixar a guarda, porque é fundamental prevenir. Esses grupos ainda sofrem muito preconceito; por isso, investimos na prevenção em saúde com valorização da cidadania e respeito aos direitos”, afirma Sílvia Viana.
De 1996 a 2006 o Sistema de Informação de Mortalidade registrou 1.251 óbitos por Aids no Maranhão.