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Por conta das obras, 32 dos 82 leitos destinados a gestantes foram desativados. A maternidade receberá apenas os casos de gestação de alto risco. Os demais serão referenciados para a Santa Casa de Misericórdia, que teve o atendimento reforçado para garantir o atendimento das gestantes de baixo risco.
Na unidade, existem 70 leitos disponíveis e a Secretaria Municipal de Saúde de São Luís já liberou as Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) em número suficiente para absorver a demanda.
O secretário de estado da Saúde, Edmundo Costa Gomes, também determinou o remanejamento de dois obstetras, lotados na Marly Sarney, para a Santa Casa. Eles receberam a tarefa de auxiliar o trabalho da equipe local.
“Temos um problema grave de congestionamento do atendimento nas nossas maternidades.Estamos tomando todas as medidas cabíveis, mas o número de leitos é insuficiente, inclusive na rede privada. Por essa razão, já estamos estudando a possibilidade de conversar com os municípios vizinhos para a necessidade de ampliarem o atendimento nessa área”, frisou o gestor estadual.
Antes da reforma, a Maternidade realizava mais de 650 partos por mês, cerca de 20 por dia.
No que diz respeito às internações dos recém-nascidos na maternidade Marly Sarney, já há alguns avanços. Os equipamentos do Berçário Intermediário (BI) já foram instalados. Quando a unidade entrar em operação, o que deve acontecer ainda esta semana, serão mais 26 leitos disponíveis aos bebês, além das 20 vagas na UTI neonatal.
“Será necessário desativar também parte do Centro Cirúrgico para dar andamento à reforma das enfermarias. A previsão é que a reforma seja concluída em 90 dias”, disse a superintendente de Acompanhamento da Rede de Serviços da SES, Bernadete de Lourdes Ferreira.