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Profissionais de saúde participam de seminário sobre paralisias

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Por: Ascom-SES
Data de Publicação: 14 de novembro de 2008

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O evento teve a participação de profissionais da assistência hospitalar e Rede de laboratórios da SES, representações do Núcleo de Vigilância em âmbito hospitalar e representantes da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de São Luís e da estratégia de Saúde da Família. Eles receberam informações atualizadas sobre novas técnicas de imunização e foram sensibilizados para a importância de manter a paralisia erradicada do território brasileiro, através de ações permanentes de vigilância.

A coordenadora nacional do Programa de Vigilância Epidemiológica das Paralisias Plácidas Agudas/Poliomielite do Ministério da Saúde, Alessandra Viana Cardoso, fez palestra sobre o panorama global da poliomielite, enfatizando que há riscos de reintrodução da doença no Brasil, devido à presença do vírus em países como Índia, Afeganistão, Paquistão e Nigéria, que são endêmicos em poliomielite.

"Há a preocupação com o risco de importação de casos provenientes desses países e, portanto, existe a necessidade de manutenção da vigilância e de campanhas de vacinação, como as que são realizadas anualmente no país", disse a coordenadora.

O Brasil recebeu o certificado de erradicação da OMS em 1994, mesmo assim todas as crianças de zero a cinco anos são convocadas a participar de duas campanhas de vacinação a cada ano, além disso, a vacina contra a pólio integra o esquema vacinal obrigatório e está disponível em todas as unidades de saúde.

O Superintendente de Vigilância Epidemiológica da SES, Henrique Jorge dos Santos lembra que as coberturas vacinais da pólio são amplas no Maranhão.Só nas duas campanhas de vacinação contra a paralisia infantil realizadas em junho e agosto passado foram aplicadas 1.379.205 doses de vacinas.

"Nossa cobertura sempre ultrapassa os 100%, mas temos que continuar com o trabalho. Esse seminário fortalece a vigilância e a capacidade da rede pública em manter a doença longe do Brasil", disse Henrique Jorge. 

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