
A coordenadora nacional do Programa de Vigilância Epidemiológica das Paralisias Plácidas Agudas/Poliomielite do Ministério da Saúde, Alessandra Viana Cardoso, fez palestra sobre o panorama global da poliomielite, enfatizando que há riscos de reintrodução da doença no Brasil, devido à presença do vírus em países como Índia, Afeganistão, Paquistão e Nigéria, que são endêmicos em poliomielite.
"Há a preocupação com o risco de importação de casos provenientes desses países e, portanto, existe a necessidade de manutenção da vigilância e de campanhas de vacinação, como as que são realizadas anualmente no país", disse a coordenadora.
O Brasil recebeu o certificado de erradicação da OMS em 1994, mesmo assim todas as crianças de zero a cinco anos são convocadas a participar de duas campanhas de vacinação a cada ano, além disso, a vacina contra a pólio integra o esquema vacinal obrigatório e está disponível em todas as unidades de saúde.
O Superintendente de Vigilância Epidemiológica da SES, Henrique Jorge dos Santos lembra que as coberturas vacinais da pólio são amplas no Maranhão.Só nas duas campanhas de vacinação contra a paralisia infantil realizadas em junho e agosto passado foram aplicadas 1.379.205 doses de vacinas.
"Nossa cobertura sempre ultrapassa os 100%, mas temos que continuar com o trabalho. Esse seminário fortalece a vigilância e a capacidade da rede pública em manter a doença longe do Brasil", disse Henrique Jorge.