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Estado vai instituir política de saúde para o homem

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Data de Publicação: 22 de outubro de 2008
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Em solenidade marcada para as 19h30 desta quinta-feira, no hotel Praia Mar, o governador Jackson Lago fará o lançamento do Plano Estadual de Atenção e Promoção à Saúde do Homem, cujo objetivo é elaborar e implementar uma política voltada para as especificidades do gênero. O anúncio acontecerá durante a abertura do I Seminário Estadual de Saúde do Homem, cuja programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) se estenderá até sábado (25).

Ainda nesta quinta-feira, a conquista será alvo de comemorações por parte da Assembléia Legislativa, que instituiu por meio de Projeto Lei do deputado Paulo Neto, o 23 de outubro como o Dia Estadual da Saúde do Homem. O Maranhão é um dos primeiros estados brasileiros a formular plano de atenção e promoção à saúde do homem, antecipando-se ao anunciado pelo Ministério da Saúde este ano.

O documento, ainda em construção e com vigência até 2011, tem como foco a redução da morbi-mortalidade entre pessoas do sexo masculino em decorrência dos cânceres de pênis e de próstata. Para falar sobre esse desafio, participará do I Seminário Estadual da Saúde do Homem, o coordenador do Programa Nacional de Saúde do Homem do Ministério da Saúde, Ricardo Cunha Cavalcante. 

O secretário de estado da Saúde, Edmundo Costa Gomes, explicou que muitas são as justificativas para a implantação da política. Uma delas é o agravamento do número de procedimentos específicos no atendimento a patologias cancerígenas e outras enfermidades, além das causas externas oriundas da violência urbana.

Estatísticas mostram que 78% dos óbitos entre os homens no Brasil – entre 2005 e 2007 - estão relacionados aos acidentes com transporte, lesões e agressões. Em segundo lugar, aparecem as doenças do aparelho circulatório, e em terceiro, os tumores. Os sistemas de informações mostram também as doenças do aparelho digestivo e as do aparelho respiratório como principais causas de morte entre os homens no país.

Edmundo Gomes informou que a política leva em consideração a complexidade psicossocial e cultural do gênero, bem como a participação do mesmo na construção de espaços pro-ativos que permitam a discussão de suas prioridades com a integralidade das ações de saúde. O Plano recebe a contribuição das sociedades científicas como as de Urologia, Pneumologia, Gastrologia, Cardiologia e Psiquiatria.        

“Grande parte dos homens não tem o hábito de buscar atendimento médico preventivo. Esta é uma questão de saúde pública, que dificulta as ações por parte do poder público. Precisamos mudar essa situação”, destacou o secretário.  
 

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